segunda-feira, 18 de maio de 2015

A revolta dos "pastores DJ" e seu fã-clube


Extra, extra! Depois dos fãs das celebridades gospel, dos milagreiros, dos pregadores malabaristas, dos animadores de auditório e dos "mestres" da Teologia da Prosperidade, um novo fã-clube está revoltado contra mim! Na última madrugada, minha página no Facebook foi "bombardeada" com mensagens "elogiosas" de alguns "pastores DJ" — promotores do que eles chamam de Rede Dance Gospel — e seus "amáveis" defensores.

Infelizmente, muitos líderes evangélicos, baseando-se erroneamente em 1 Coríntios 9.22, pensam que a contextualização da mensagem não tem limites e torcem o Evangelho, dessacralizando o louvor a Deus, associando-o a estilos musicais mundanos e secularizando o culto. E isso tem produzido, a cada dia, mais e mais adeptos do pseudo-evangelho da ostentação — o falso evangelho-show —, os quais, embora digam que são "loucos por Jesus", não querem entrar pela porta estreita, preferindo andar pelo caminho largo (Mt 7.13,14).

O que o apóstolo Paulo — um paradigma para todos pastores — ordenou, em 2 Timóteo 4.1-5, depois de ter dito: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo"? Ele disse: "Que divirtas a 'galera', animes plateias e promovas festas dançantes"? Não! A mensagem dele foi clara: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo". Paulo não perdia tempo com efemeridades e superfluidades, mas pregava a mensagem da cruz (1 Co 2.1-5).

Quanto ao Senhor Jesus, o Pastor dos pastores, nosso supremo exemplo (At 10.38; 1 Jo 2.6), a despeito de Ele ter cantado, ao andar na terra (Mt 26.30), seu ministério não foi voltado ao entretenimento da "galera". Cerca de dois terços do seu tempo, neste mundo, foi dedicado à exposição da Palavra. E, se há um versículo que corrobore essa constatação, é Mateus 4.23: "E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo". ‪#‎FicaADica‬, especialmente para o fã-clube dos "pastores DJ".

Ah, sim! Antes que alguém me diga: "Saia da Internet, pois, assim com o 'ministério de pastor DJ', ela não está na Bíblia", desejo fazer um esclarecimento. Quando eu critico o "ministério" de "pastor DJ", refiro-me 
— evidentemente — a um claro desvirtuamento do ministério pastoral, à luz do Novo Testamento, o que é contrário ao culto cristocêntrico.

Sabemos que a Bíblia não é apenas um livro de mandamentos, mas também um livro de princípios. Embora não haja uma menção expressa ao culto com "pastores DJ", podemos perceber que esse tipo de culto não agrada a Deus. Quanto à Internet, conquanto ela também não seja mencionada na Bíblia, de modo específico, não vemos, à luz dos princípios bíblicos, que essa ferramenta seja antibíblica. Já o 
culto antropocêntrico, o evangelho da ostentação, voltado ao entretenimento, com "pastores DJ", é claramente um desvio do Evangelho e do culto cristocêntrico. #‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Famoso discípulo de Benny Hinn sugere que Filho de Deus deusinho é!

Certo pregador (ou animador de auditório?) brasileiro e famoso discípulo de Benny Hinn afirmou, recentemente, diante de milhares de pessoas, que nós, como filhos de Deus, somos deuses! Depois de citar inúmeras passagens bíblicas sem respeitar seus contextos, fazendo uma verdadeira eisegese — e não uma exagese —, ele sugeriu que, assim como filho de peixe peixinho é, filho de Deus deusinho é!

Não é de hoje que ouço essa aberrante heresia de que os filhos de Deus são deuses, a qual refutei em meus livros Erros que os Pregadores Devem Evitar (2005) e, principalmente, Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (2006), ambos publicados pela CPAD. Segundo o respeitado apologista Hank Hanegraaff, o showman Benny Hinn tem ensinado "que o homem é um pequeno deus. E afirmou: 'Eu sou um pequeno messias caminhando sobre a Terra'" (Cristianismo em Crise, Rio de Janeiro: CPAD. P. 119).

A frase “Somos deuses”, também empregada por alguns espíritas kardecistas, é muito usada pelos pregadores triunfalistas, os que abraçaram os falsos ensinamentos do movimento da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade. Eles costumam afirmar que os crentes são deuses andando na terra ou super-homens, com poderes especiais para determinar todas as coisas que desejarem. Um famoso expoente triunfalista chegou ao ponto de afirmar — de modo blasfemo — que o Senhor assumiu a natureza de Satanás na cruz para que os crentes pudessem ser maiores que o próprio Senhor Jesus (HAGIN, Kenneth. O Nome de Jesus. São Paulo: Graça Editorial).

Na verdade, a frase “Somos deuses” é uma falsificação do que está escrito em Salmos 82.6: “Vós sois deuses, e todos filhos do Altíssimo”. Estudando a afirmação de Asafe à luz de seus contextos imediato e remoto, vemos que ele se referiu, de modo irônico, aos magistrados injustos de sua época, os quais, embora nada soubessem e andassem em trevas, pensavam saber alguma coisa (vv. 4,5). Asafe, então, concluiu: “como homens morrereis, e como qualquer dos príncipes caireis” (v. 7).

Interpretando o texto sagrado acima e outros de forma equivocada, os triunfalistas pensam que são deuses andando na terra. Uma das suas maiores eisegeses — não as confunda com exegeses — é baseada em 2 Pedro 1.4. Falsificando essa passagem, eles dizem que somos participantes da natureza divina em sua plenitude. Mas, em 2 Pedro 1, o apóstolo não afirmou que somos deuses ou participantes de todos os atributos da divindade, e sim participantes da natureza divina quanto aos atributos comunicáveis de Deus: amor, santidade, bondade, fidelidade, etc. (vv. 5-9; cf. Gl 5.22; Cl 3.12,13).

O Diabo é um deus (2 Co 4.4). O dinheiro pode ser um deus (1 Tm 6.10; Ef 5.5). O ego pode ser um deus (Jo 3.30; Lc 9.23). Daí a egolatria. E assim por diante. Como o Deus Todo-poderoso é o único com "d" maiúsculo, todos os deuses com "d" minúsculo são inimigos de Deus. Entendeu por que o salvo jamais deve querer ser um deus? Percebeu como é uma blasfêmia dizer "Somos deuses"? Portanto, o título "Deus dos deuses", em Salmos 136.2, não denota que Ele é um Deus que comanda pequenos deuses. Na verdade, significa que todos os deuses deste mundo — com "d" minúsculo — são falsos diante do único Deus soberano e verdadeiro (Jo 17.3; Sl 95.3).

Diante do exposto, os pregadores triunfalistas blasfemam quando dizem: “Ser um pequeno deus não é o mesmo que ser igual ao Deus Todo-poderoso. Somos, na verdade, semelhantes a Ele. Somos deuses com 'd' minúsculo”. Na verdade, o Senhor — que não dá sua glória a ninguém (Is 42.8) — pergunta, em sua Palavra: “A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?” (Is 46.5). Nenhum de nós pode igualar-se ou sequer assemelhar-se a Deus!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Digamos NÃO à deificação do homem


Em Tito 1.10,11, a Palavra de Deus diz: "há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, aos quais convém tapar a boca" (Tt 1.10,11). Recentemente, certo pregador, diante de milhares de pessoas, propagou a grande heresia de que filhos de Deus são deuses, a qual vem sendo espalhada para outras milhares de pessoas pela Internet: sites, blogs, Facebook, WhatsApp, YouTube, etc.

O Diabo é um deus (2 Co 4.4). O dinheiro pode ser um deus (1 Tm 6.10; Ef 5.5). O ego pode ser um deus (Jo 3.30; Lc 9.23). Daí a egolatria. E assim por diante. Como o Deus Todo-poderoso é o único com "d" maiúsculo, todos os deuses com "d" minúsculo são inimigos de Deus. Entendeu por que o salvo jamais deve querer ser um deus? Percebeu como é uma blasfêmia dizer "Somos deuses"? Nesse caso, o título "Deus dos deuses", em Salmos 136.2, não denota que Ele é um Deus que comanda pequenos deuses. Na verdade, significa que todos os deuses deste mundo — com "d" minúsculo — são falsos diante do único Deus soberano e verdadeiro (Jo 17.3; Sl 95.3).

De modo curioso, muitos irmãos têm sugerido que o mencionado pensamento blasfemo seja combatido de modo privado. De jeito nenhum! Heresias devem ser combatidas publicamente! Paulo não escreveu aos falsos apóstolos, na tentativa de que eles se arrependessem de suas heresias, mas dirigiu-se aos crentes de Corinto (2 Co 11), visto que os tais enganadores estavam espalhando um falso evangelho no meio do povo. Por outro lado, sejamos sábios; não tomemos a parte pelo todo nem confundamos ataque ao erro com linchamento de pessoas e instituições.

Muitos pregadores (ou animadores de auditório?) têm priorizado o carisma, em detrimento do caráter. Muitos têm valorizado mais o pragmatismo que a sã doutrina. Muitos, ainda, têm ostentado títulos — como apóstolo, conferencista internacional, etc. —, não honrando os dons e ministérios conferidos pelo Senhor à Igreja (Ef 4.11).

Se não nos opusermos às recentes heresias pregadas em um grande congresso evangélico — principalmente a de que somos deuses —, não demorará muito para que os tais falsos obreiros passem a usar o título de "vice-Deus" ou "quarta pessoa da Trindade". Isso é cômico, mas, sobretudo, é muito trágico! Meditemos em Deuteronômio 13.1-4 e Gálatas 1.8 e digamos um grande NÃO à herética e blasfema deificação do ser humano! Glória seja dada ao único Deus verdadeiro!

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 26 de abril de 2015

Por que Jesus venceu a tentação?

Em Filipenses 2.7 e Romanos 8.3, a Palavra de Deus diz claramente que o Senhor Jesus, ao se humanizar, fez-se semelhante aos homens (gr. homoioma), e não igual ou idêntico a eles (gr. isos). Em outras palavras, Ele se fez Homem sem nunca ter deixado de ser Deus (Jo 1.14; 8.58). E aí está o grande mistério da sua gloriosa encarnação (cf. 1 Tm 3.16). A frase bíblica “em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15) denota que Jesus foi o único homem a nascer e a viver sem pecado. E, por isso mesmo, foi também o único que morreu por nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação.

A frase “em tudo foi tentado, mas sem pecado” apresenta, de modo sintético, a verdade neotestamentária de que o Unigênito — gr. monogenes, “único do gênero” (Jo 3.16) — foi tentado pelo que estava à sua volta (Mt 4.1-11), e não a partir de sua própria natureza, a qual jamais deixou de ser plenamente santa (Jo 8.46; 1 Pe 2.22). Diferentemente do Homem perfeito e incomparável, nós, além de sermos tentados pelo mundo e pelo Diabo (tentação externa), também somos tentados por nós mesmos, a partir de nossa própria natureza decaída (tentação interna): “cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1. 14).

Por que, pois, o Deus-Homem venceu a tentação externa como Homem? Esse foi um dos propósitos da sua gloriosa encarnação, visto que nós, por nós mesmos, jamais venceríamos a tentação. Somos dependentes da graça do Senhor Jesus (2 Co 12.9), o qual se fez “semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 2.17,18).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nem Babilônia nem Festival Promessas

Alguém, alhures, me perguntou: “Pastor Ciro, por que o irmão ainda não verberou contra a novela Babilônia, da TV Globo?” Em primeiro lugar, não fiz — e não farei — nenhum comentário contrário a essa novela, especificamente, porque a mencionada emissora não é obrigada a exibir novelas, filmes e programas que agradem o público evangélico. Além disso, ela sabe que os mesmos evangélicos que criticam Babilônia ficam ansiosos para assistir ao Festival Promessas, e alguns até sonham em participar dele! E, se isso acontecer, vão publicar nas redes sociais que Deus lhes abriu uma grande porta!

Como se sabe, a TV Globo, tão criticada por muitos evangélicos por causa de sua programação imoral e contrária aos valores cristãos, é a mesma que convida pastores e cantores gospel para participar de seus programas, como Caldeirão do Huck, Esquenta e Na Moral. Além disso, ela promove o mencionado festival gospel, do qual participam, prazerosamente, algumas celebridades evangélicas. Quem assiste a esse programa, dando audiência à emissora? Em geral, boa parte dos mesmos que se revoltam contra a Babilônia!

Se quisermos ser coerentes — penso —, devemos fazer três coisas em relação à TV Globo. Primeira: criticá-la de modo equilibrado, sem ofensas. Segunda: não assistir à sua programação tendenciosa e contrária à fé cristã. Terceira: não colaborar com ela, haja vista a sua parcialidade em relação aos evangélicos e a sua clara disposição de estereotipar e ridicularizar a fé cristã. Não nos prendamos, portanto, a um jugo desigual com os infiéis. Afinal, “que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?” (2 Co 6.14-16). ‪#‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 14 de abril de 2015

Erros que os Jovens Devem Evitar

Nos dias 1 e 2 de maio, se Deus quiser, estarei na cidade de Fortaleza-CE, na AD Cidade, para ministrar uma série de palestras sobre Erros que os Jovens Devem Evitar — no namoro, no noivado e no casamento.

Participe!

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Brasil pode se tornar uma Venezuela?

Conquanto Brasil e Venezuela sejam países bastante distintos, nos últimos doze anos diminuíram muito as suas diferenças por causa de um ideal comum, regido por uma mesma ideologia. Ambos os governos esquerdistas querem estabelecer na América Latina “La Patria Grande” de Fidel Castro. Não é por acaso que o Brasil está investindo em Cuba e mandando dinheiro para a ditadura cubana. Por que o programa Mais Médicos, adotado pelo governo federal, por exemplo, prioriza os médicos cubanos?

Falando em Cuba, alguns internacionalistas afirmam que a Venezuela ainda não é como a ditadura dos irmãos Castro. Ela estaria no meio do caminho: não seria nem uma democracia nem uma ditadura, e sim uma espécie de “democracia autoritária”, um regime híbrido, no qual prevalecem elementos autoritários, repressão aos opositores, bem como desprezo ao consenso, ao diálogo e aos direitos civis mais elementares. Sinceramente, não tenho dúvida de que a Venezuela já está debaixo de uma terrível ditadura, embora alguns professores de História esquerdistas insistam em dizer que esse país é um referencial de democracia na América Latina.

Na Venezuela não existe mais a separação de poderes. Ela é formalmente uma democracia por causa das eleições, mas, na prática, o déspota Nicolás Maduro — cujo partido tem pretensão hegemônica —, apoiado incondicionalmente pelo lulodilmismo, é quem controla o Judiciário. E este, por sua vez, já deu aval à cassação dos opositores, permitindo que o ditador tenha maioria absoluta na Assembleia Nacional. Não estamos muito longe disso, aqui no Brasil, pois o nosso Supremo Tribunal Federal (STF) já está, praticamente, sob o domínio do partido que há mais de doze anos governa o Brasil.

As Forças Armadas venezuelanas estão a serviço do esquerdismo bolivariano e, por isso, foram rebatizadas pelo chavismo, sendo renomeadas para "Força Armada Nacional Bolivariana". O exército está cem por cento alinhado com a ideologia chavista desde 2013, quando Hugo Chávez morreu. Além disso, o governo obriga pessoas a fazerem trabalho de polícia, devendo denunciar qualquer pessoa que sejam contrárias à “revolução”.

Há grande repressão aos opositores, na Venezuela, a ponto de eles serem acusados na Justiça de conspirar contra o Governo e estar alinhados com os Estados Unidos. Isso já está ocorrendo no Brasil, em pequena escala, por enquanto. Os opositores são chamados de golpistas, elite branca, burgueses, etc. E, há poucos dias, um parlamentar petista afirmou que a CIA está por trás dos protestos dos brasileiros contrários ao desgoverno lulodilmista, os quais levaram mais de um milhão de pessoas às ruas.

Maduro, também, fez um cerco legal e econômico à imprensa opositora. Ali, os poucos veículos críticos ao governo fazem isso com muitas restrições de acesso a divisas para comprar papel. A partir de 2014, a Venezuela entrou numa fase de aprofundamento das tendências autoritárias, especialmente no controle da mídia. E, no caso dos políticos de oposição que opinam, a perseguição a eles é muito violenta. Não é esse tipo de controle que os petistas desejam exercer no Brasil?

O que devemos fazer diante desse quadro? Como cidadãos do Céu, devemos orar pelo Brasil e pregar o Evangelho (1 Tm 2.1-3; Mc 16.15), mas também somos cidadãos brasileiros. E, como tais, devemos protestar contra as injustiças (cf. Sl 11.3).

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 17 de março de 2015

Pronto: falei! E fica a dica...


Algumas pessoas têm me perguntado por que alguns articulistas gostam de empregar, na grande rede, hashtags como #ProntoFalei, #Reflita, etc. Como eu também me valho desse recurso, especialmente nas redes sociais, como Facebook e Twitter, gostaria de abordar aqui, brevemente, esse assunto e explicar por que uso hashtags.

Antes, porém, leia com atenção os próximos três parágrafos. Hoje, pela manhã, eu estava meditando na Palavra de Deus, em oração, e me veio um versículo ao coração: "Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti" (Isaías 49.15). Haja o que houver, permaneçamos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o trabalho que fazemos, de fato, para Ele, a fim de agradá-lo e honrá-lo, jamais será vão (1 Co 15.58). E nunca se esqueça: o Senhor jamais se esquecerá de você. ‪#‎ProntoFalei‬ — e me sinto bem melhor agora.

Você ficou sabendo que algum irmão (irmão?) está querendo prejudicá-lo? Alguém lhe disse que estão falando mal de você "pelas costas", tentando manchar a sua imagem? Acalme-se! Não "faça justiça com as próprias mãos". Ainda que fiquemos indignados quando tomamos conhecimento de que pretensos irmãos em Cristo estão procurando nos prejudicar, não devemos usar as "armas do Inimigo", e sim as "armas da nossa milícia", as quais "não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus" (2 Co 10.4). Como servos do Senhor, jamais devemos nos esquecer do que Ele nos ensina, em Mateus 5.44: "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". Deus é justo e cuida dos que são seus. E nenhuma injustiça prevalecerá. ‪#‎FicaADica.

Quando você se sentir injustiçado e tiver a certeza de que está sendo prejudicado por pessoas que, além de fazer isso, ainda riem da sua situação, aguente firme. Um dia de fúria dará aos seus desafetos ainda mais munição para verberarem contra você. Embora Jesus tivesse todos os motivos para ter um momento de grande revolta diante de seus adversários, preferiu esperar o momento da exaltação. Humilhado e — sobretudo — humilhando-se, Ele sofreu até a morte de cruz. Entretanto, "Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo nome" (Fp 2.5-11). Tenhamos o mesmo sentimento do nosso Mestre ante as injustiças e jamais nos esqueçamos da pergunta retórica contida em Gênesis 18.25: "Não faria justiça o Juiz de toda a terra?" #PenseNisso.

Nos parágrafos acima empreguei algumas hashtags muito usadas nas redes sociais. Na linguagem da Internet, tags são palavras-chave, etiquetas, e hashtags são as tags antecedidas pelo seguinte símbolo: #. Há etiquetas gerais e específicas. As que eu citei acima são gerais, mas há outras, usadas em ocasiões especiais. #ChangeBrazil, por exemplo, foi muito empregada na época dos protestos nas ruas, em junho de 2013.

Falando em protesto, para o DataFoice e o site LULOL, um milhão de pessoas pode transformar-se em cinco milhões ou em duzentos mil. Se o ajuntamento estiver relacionado com a Parada Gay, qualquer cem mil transforma-se em um milhão. E, se esse evento chegar a um milhão, de fato, o número quintuplica! Por outro lado, quando se trata de um protesto contra o partido marxista-leninista que está no poder do Brasil há mais de doze anos, um milhão dificilmente chega a trezentos mil! O LULOL também está noticiando hoje que, segundo o DataFoice, a maioria dos brasileiros que foi às ruas, no domingo passado, protestou apenas contra a corrupção, e não contra o desgoverno da "presidenta". Como diz o carioca, "Fala sério!" ‪#‎ProntoIronizei‬.

Finalmente, por que este articulista e outros empregam hashtags? Porque elas são hiperlinks nas redes sociais e ativam o mecanismo de busca. Ou seja, se alguém clicar na etiqueta #Fato, por exemplo, terá acesso a todas as publicações contendo essa marcação. #ProntoExpliquei.

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Direitos Humanos, mas não para os humanos cristãos

— Presidenta, os terroristas do Estado Islâmico, que já tinham decapitado 21 cristãos na Líbia, sequestraram 220 cristãos na Síria. Há mulheres e crianças entre os sequestrados. A senhora pretende emitir alguma nota sobre isso, já que o Brasil é um dos maiores países cristãos do mundo?

— De jeito nenhum! Não devemos contribuir para o aumento da islamofobia. Ah, e eles não são terroristas, e sim militantes.

— Desculpe, presidenta, mas eu disse que 220 cristãos...

— Eu entendi. Prossiga.

— Os militantes do Estado Islâmico destruíram obras milenares da civilização assíria, no Iraque...

— Agora eles foram longe demais! Mas não vamos dizer nada, pois os Estados Unidos, quando invadiram o Iraque, também destruíram a estátua do Saddam Hussein. Mais alguma coisa?

— Presidenta, o governo da Indonésia está irredutível e disse que a condenação à morte de mais um traficante brasileiro está mantida.

— O quê? Que absurdo! Precisamos fazer uma nota de repúdio e tomar medidas enérgicas quanto a essa atitude contra a vida humana! Convoque o embaixador para esclarecimentos e chame a ministra da Secretaria de Direitos Humanos imediatamente!

O diálogo acima é ficcional, mas dá uma ideia de como o governo petista — que é fiel à ideologia marxista-leninista — tem sido “justo” e “humano” em relação aos direitos humanos...

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carta de Campina Grande 2015: "Fazei tudo para a glória de Deus"


No encerramento do XVII Encontro para a Consciência Cristã (dia 17 de fevereiro), em Campina Grande-PB, a VINACC (Visão Nacional para Consciência Cristã) divulgou a “Carta de Campina Grande 2015”, elaborada por uma comissão de expoentes da fé cristã e lida pelo pastor Renato Vargens, um dos preletores do evento. Por meio dela, reafirmou-se o compromisso da mencionada entidade com o genuíno Evangelho, sua defesa e sua pregação por todo o Brasil e até os confins do mundo, para a glória do Senhor Jesus.

Ei-la:

Nossos dias têm sido marcados por momentos críticos. Lamentavelmente, o Brasil tem experimentado, nos últimos anos, uma curva ascendente de escândalos, que nos fazem ruborizar de vergonha. Para nossa tristeza, as primeiras páginas dos jornais têm estampado — quase que diariamente — escândalos políticos de primeira linha. Como se não bastasse isso, a corrupção dos e nos poderes da República nos mostram que a nação encontra-se em avançado estado de 'metástase'.

Junta-se a tudo isso o problema da violência, que no Brasil tornou-se endêmica. Segundo a ONU, nosso país possui onze das trinta cidades mais violentas do mundo, isso sem falar no consumo de drogas, no descaso do poder público com a saúde da população, educação, transporte e bem estar social. E, para piorar essa situação, a igreja brasileira não tem cumprido o seu papel como sal da terra e luz do mundo. Pelo contrário, de norte a sul e de leste a oeste multiplicam-se os desvios teológicos e heresias hediondas de um lado, como a esterilidade de um saber teológico desvinculado da santificação e da prática de outro, coisas que, de forma acintosa, causam incontáveis males ao povo de Deus.

Ademais, nos últimos anos, ferozes 'lobos' têm tido livre tráfego em nossos arraiais, promovendo dissenções mediante ensinamentos falsos que afrontam a Palavra de Deus e induzem uma parte do povo de Deus ao erro, haja vista as práticas e comportamentos sincréticos que ora são verificados em muitas igrejas, nas quais pastores desprovidos de piedade, amor e misericórdia comercializam o Evangelho, assim como alertaram os apóstolos Paulo e Pedro (cf. 2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3).

Diante do exposto nós, da Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC), entidade organizadora do 17º Encontro para a Consciência Cristã, decide:

Lutar pela unidade da igreja brasileira através da absoluta lealdade às verdades transformadoras do evangelho, para a glória de Deus

Cremos na santa Igreja, na existência de um só Corpo, um só Espírito, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus. Cremos na unidade da Igreja, como também na comunhão dos santos. Cremos que essa unidade é obra exclusiva de Deus, e que nós, pelos nossos próprios esforços, não podemos produzi-la. Cremos que a unidade só é possível em torno da verdade, e que uma igreja que relativiza as Escrituras, negando as verdades fundamentais da fé cristã, não pode ser considerada parte do Corpo de Cristo. Cremos que a unidade da Igreja é bíblica e deve ser desejada e vivida pelos salvos.

Cremos que somos chamados por Jesus Cristo a preservar a unidade do Corpo, não tratando como prioridade aquilo que as Escrituras consideram secundário. Pelo contrário, somos chamados por nosso Senhor para andarmos em amor, em humildade e em verdade, obedecendo à Palavra de Deus e glorificando ao Senhor através da nossa união.

Pregar exclusivamente o Evangelho, nada além do Evangelho

Reconhecemos que a Igreja foi chamada para proclamar o Evangelho em sua inteireza. Por isso, nos recusamos a vinculá-lo a ideologias políticas ou a agendas de ambições pessoais. Cremos que o Evangelho deve ser proclamado nos termos e ênfases do Evangelho, segundo a Palavra de Deus, e não de acordo com as circunstâncias mutáveis da sociedade. Proclamamos o Evangelho em sua totalidade, sem omitir seus aspectos essenciais, como a justiça e a santidade de Deus, a culpa do ser humano, a salvação somente pela fé, a ressurreição dos mortos, o julgamento final, o céu e o inferno. Proclamamos o Evangelho a todas as pessoas, independentemente de raça, nacionalidade, sexo, religião ou condição social.

Cremos que todas as pessoas precisam ouvir o Evangelho — em sua própria língua e cultura, de forma contextualizada — e ter a oportunidade de ser discipuladas, a fim de que também estejam aptas para fazer discípulos, formando igrejas locais autóctones, comprometidas com o pleno ensino do Reino de Deus, fazendo da proclamação do Evangelho um estilo de vida.

Denunciar o pecado, proclamar a justiça, lutando pela transformação de vidas, a fim de que Deus seja glorificado

Reconhecemos que somos chamados por Cristo para defender a vida, a verdade, a equidade, a família e a justiça. Acreditamos que a Igreja glorifica a Deus quando se posiciona contra o pecado — em suas mais variadas vertentes —, denunciando de forma profética as arbitrariedades cometidas por políticos, os quais, através de leis anticristãs, promovem a morte, a desconstrução da família, a miséria e relativizam o pecado.

Entendemos que é a missão bíblica da Igreja pregar o Evangelho a toda criatura, para que, no arrependimento e fé de muitos, haja inclusive um impacto social. Desse modo, a Igreja deve ser a voz da consciência da sociedade, a fim de apresentar aos que nos governam os princípios e verdades contidos nas Escrituras. Afirmamos, ainda, o nosso compromisso com a ética, com a decência.

E, por amor a Cristo, repudiamos todo e qualquer tipo manipulação religiosa e política feita em nome de Deus. Cremos ainda que é nosso dever, diante de Deus e da sociedade, exercer a nossa cidadania com responsabilidade e compromisso, convergindo a vocação que temos recebido do Senhor para colocar ordem no caos. Assim, 'tudo quanto fizerdes, fazei de coração, como se fizésseis ao Senhor e não aos homens' (Cl 3.23).

Edificar e fortalecer nossas igrejas locais para que sejam exemplos vivos e concretos das verdades do evangelho do Reino em todas as suas dimensões

Deus será glorificado quando Seus atributos forem visualizados, claramente, na vida de discípulos de Cristo que vivenciam a transformação do evangelho no meio de uma geração degradada e corrompida.

Glorificar a Deus em todas as áreas da vida

Com sincero arrependimento afirmamos, como corpo de Cristo, que rejeitamos todo tipo de idolatria, seja de práticas, pessoas ou instituições, reconhecendo que a honra pertence exclusivamente a Deus e a ninguém mais. Como discípulos de Cristo, assumimos o compromisso de honrar o nome de Deus nas esferas da ética pessoal, da família, da igreja, do trabalho, da cultura e da cidadania, refletindo a glória de Deus em tudo o que fazemos, em todo o tempo e em todos os lugares.

Portanto, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante do Todo-poderoso e de Seu povo, a fim de vermos em nossa nação um poderoso progresso do Evangelho. Façamos, pois, a nossa parte, convictos de que, no fim, o Senhor Jesus Cristo será glorificado em nossa nação.


Pr. Euder Faber Guedes Ferreira

Presidente da VINACC

Comissão relatora
Pr. Aurivan Marinho
Pr. Elias Medeiros
Pr. Renato Vargens
Pr. Russell Shedd
Pr. Ciro Sanches Zibordi
Prof. Adauto Lourenço
Pr. José Bernardo
Pr. Jorge Noda

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Eu apoio o evento para a Consciência Cristã, em Campina Grande-PB


Eu apoio o evento em prol da Consciência Cristã, realizado em Campina Grande, na Paraíba, desde 1999, pela VINACC. Trata-se de um precioso encontro cristão em que o povo de Deus aprende a Palavra do Senhor e apreende a sã doutrina em seu coração. Ali, tudo é feito para exaltar a Palavra de Deus e glorificar o Deus da Palavra. Assista, pois, ao vídeo anexo e ouça o que alguns líderes e expoentes do Evangelho pensam sobre o evento em apreço.

Ciro Sanches Zibordi