quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lançamento do livro "Procuram-se Pregadores como Paulo" em Fortaleza, Ceará


No próximo dia 31 de julho, à noite, se Deus quiser, estarei na sede da Assembleia de Deus Canaã, em Fortaleza-CE, para o lançamento do meu livro "Procuram-se Pregadores como Paulo" (CPAD, 2015), prefaciado pelo pastor e amigo Jecer Goes.

Em 1 de agosto, permitindo o Senhor, estarei na livraria da AD Canaã, juntamente com o pastor Jecer Goes, atendendo aos amados irmãos que desejarem uma dedicatória no livro. E, no mesmo dia, à noite, estaremos juntos na congregação da Assembleia de Deus Canaã Icaraí para uma grande celebração. Participe!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pastor José (Neco) Antonio dos Santos está com o Senhor


Fui surpreendido, na manhã de hoje, com a triste notícia do falecimento do estimadíssimo pastor José (Neco) Antonio dos Santos. A primeira coisa que me veio à mente foi um agradável passeio que fizemos, há alguns anos, nas dunas de Natal-RN. Também não me esqueço das escolas bíblicas em Recife-PE, Natal e em tantas outras cidades do Nordeste em que estivemos juntos, bem como da noite em que dividimos um quarto de hotel na cidade de Mossoró-RN. Em todas essas ocasiões tive o privilégio de ouvir sábios ensinamentos.

O momento é de tristeza, mas duas passagens 
vêm ao meu coração. A primeira é a de 1 Tessalonicenses 4.16-18, em que o apóstolo Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, ao mencionar a ressurreição dos santos e o Arrebatamento da Igreja, nos conforta: "consolai-vos uns aos outros com estas palavras". E a segunda é a do coro do hino 215 da Harpa Cristã: "Ver-nos-emos, ver-nos-emos, ver-nos-emos na terra divinal; Ver-nos-emos, ver-nos-emos, ver-nos-emos junto ao rio sem igual" (choros).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O perigoso universalismo de Ed René Kivitz

Teólogos calvinistas e arminianos vêm debatendo há séculos a respeito do alcance da obra salvífica de Cristo, mas não a ponto de cometerem heresias. De modo geral, os primeiros creem em uma expiação restrita, afirmando que o Senhor Jesus teria provado a morte, de modo eficaz, somente pelos eleitos (cf. Mc 10.45). Já os arminianos defendem que Jesus morreu por toda a humanidade, mas somente “aquele que nele crê” (Jo 3.16) é efetivamente salvo (cf. 1 Tm 2.4-6). O universalismo é uma perigosa heresia, condenada tanto por calvinistas como por arminianos que se prezam.

“Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção” (PECOTA in HORTON, p. 358). Observe que o universalismo extremado prevê a salvação até do Diabo! Para os teólogos pentecostais, a heresia em apreço — quando levada às últimas consequências — é o ensino “segundo o qual todos os seres humanos, anjos e o próprio Satanás acabarão sendo salvos e desfrutarão eternamente do amor e da presença de Deus para sempre” (HORTON, p. 803).

Poucos teólogos universalistas, na atualidade, têm a coragem de afirmar que Deus é tão amoroso, a ponto de salvar o próprio Diabo. Mas Ed René Kivitz, pastor e filósofo ligado ao movimento Missão Integral, tem afirmado, especialmente com base em João 1.29, que o pecado não está mais presente na relação entre Deus e os homens. Com base nisso, há alguns anos, ele ousou dizer que poderemos encontrar até Hitler no céu (!), não porque esse tirano tenha se arrependido antes de morrer (!!!), e sim porque Deus já tirou o pecado do mundo. Em outras palavras, todos serão salvos, haja o que houver, pois o pecado não mais existe (KIVITZ, 2013).

Kivitz interpreta a frase “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” de modo isolado, fora do seu contexto imediato e remoto, e sem considerar os três aspetos da obra salvífica: posicional, progressivo e perfectivo. À luz das Escrituras, a nossa preciosa salvação pela graça de Deus abrange passado, presente e futuro. No passado, a salvação é posicional: como já fomos justificados, regenerados e santificados, estamos "em Cristo" (2 Co 5.17; Ef 2.1-6). No presente, a salvação é progressiva, uma vez que, a cada dia, somos mais santos (Hb 12.14), operando a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12). E, no futuro, ela será perfeita (Fp 3.19,20); este aspecto perfectivo da nossa salvação está ligado a outra dimensão, na glória, quando estivermos para sempre com o nosso Deus (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Nesse caso, hoje estamos libertos, em Cristo, do poder do pecado. Mas, somente na glória, estaremos livres da presença do pecado.

Qual é, pois, o erro de Kivitz? Ele afirma, em outras palavras, que Deus, hoje, já nos livrou da presença do pecado, contrariando o que está escrito em Gálatas 5.16-26. Ademais, ele não apenas defende a ideia falaciosa da libertação da presença do pecado, no presente, mas comete erro maior, ao afirmar — ou sugerir, pelo menos — que haverá salvação automática de todos, inclusive de Hitler, sem fé e arrependimento, uma vez que Jesus já teria tirado o pecado do mundo. Esse pensamento é, sem dúvida, uma grande heresia, haja vista a Palavra de Deus ser clara quanto à necessidade de o ser humano precisar crer e se arrepender para receber a preciosa salvação pela graça de Deus (Mc 1.15; Jo 3.36; At 3.19; Rm 10.9,10).

Ciro Sanches Zibordi

Referências
HORTON, Stanley M. Teologia Sistamática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
KIVITZ, Ed René. A Heresia da Graça Barata! (vídeo). Igreja Batista Jardim Marambá, 15 nov. 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pIY0_E1jlnE. Acesso em: 25 jun. 2015.
PECOTA, Daniel B. A Obra Salvífica de Cristo. IN: HORTON, Stanley M. Teologia Sistamática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Procuram-se Pregadores como Paulo

Não existem pessoas iguais, idênticas, que tenham as mesmas características. Cada um de nós é um ser humano único. Por isso, Deus não está procurando pregadores que sejam iguais ao apóstolo Paulo, e sim pregadores que sejam como ele, isto é, que agradem a Deus, a ponto de poderem dizer: "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (1 Co 11.1). Conheça nosso novo livro, que acabou de ser publicado: "Procuram-se Pregadores como Paulo" (CPAD, 2015). Ele já pode ser pedido com desconto pelo site da editora: CLIQUE AQUI.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ed René Kivitz e o evangelho politicamente correto

Tenho escrito alguns textos pelos quais venho demonstrando que há uma orquestração evangelicofóbica em curso no Brasil. A grande mídia tem se aproveitado de casos isolados, mal esclarecidos, ainda sob investigação, para afirmar — ou, pelo menos, sugerir — que os evangélicos são intolerantes, preconceituosos e homofóbicos. E ela tem recebido apoio de líderes evangélicos famosos, como o pastor progressista e universalista Ed René Kivitz, um dos principais propagadores do movimento Missão Integral.

Kivitz concedeu, há poucos dias, uma entrevista à BBC (British Broadcasting Corporation) Brasil, pela qual procurou mostrar-se equilibrado e, sobretudo, politicamente correto quanto aos assuntos que envolvem o evangelicalismo brasileiro. Ele disse, por exemplo, que é a favor dos “direitos LGBTs” — por entender “que são cidadãos, independentemente da minha concordância com a orientação sexual ou a identidade de gênero que eles têm” —, mas ignorou o outro lado da moeda: os ativistas desse movimento zombam do Evangelho e querem desconstruir a família mediante projetos aberrantes, como a Ideologia de Gênero. Ele também relativizou a questão do aborto: afirmou que é contrário a essa prática, mas “a favor de uma melhor compreensão da legislação em termos de saúde pública e da preservação da mulher”.

O entrevistador da BBC Brasil perguntou: “o senhor acredita que pessoas com maior tendência à intolerância religiosa possam estar encontrando amparo nestas posições, ao verem figuras influentes no cenário nacional mantendo uma ideologia de confronto e não de conciliação com relação a grupos com visões diferentes, sejam estes grupos de outras religiões, LGBTs, defensores do aborto, minorias, etc?” E Kivitz respondeu, em outras palavras, que os evangélicos não devem discordar de comportamentos presentes na sociedade, isto é, não devem pregar contra o pecado, à luz da Bíblia, para não parecerem ofensivos, desamorosos e criarem “um ambiente propício para que gente doente, ignorante, mal esclarecida e mal resolvida dê vazão ao seus impulsos de violência, de rejeição ao próximo, aos seus ímpetos de prepotência, à sua ambição e sede de poder, à sua personalidade opressiva”.

Kivitz critica o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a bancada evangélica de modo geral, afirmando que “essas lideranças evangélicas que estão presentes na mídia e no cenário político brasileiros merecem a hashtag #nãomerepresentam”. Ele defende a ideia de que um parlamentar evangélico, ao chegar à Câmara, “deveria deixar de ser evangélico e se tornar um defensor da cidadania. Claro que ele tem todos os seus valores, convicções religiosas e opções ideológicas, mas ele não está lá para defender a cabeça dele, nem o segmento da sociedade que o colocou lá”.

Considero esse argumento de Ed René Kivitz contraditório e perigoso. Afinal, o deputado evangélico foi eleito pela comunidade evangélica, e esta tem o direito de participar da política ativamente. Kivitz deveria considerar o outro lado da moeda: a bancada evangélica é necessária porque existe, também, a bancada evangelicofóbica, que trabalha dia e noite contra a fé evangélica e a cosmovisão judaico-cristã, propondo leis contrárias à vida, à família, bem como à liberdade de culto e de expressão. Veja, por exemplo, o caso da Ideologia de Gênero, que os progressistas querem impor “na marra” à sociedade. Os deputados evangélicos e católicos estão fazendo, em Brasília, um importante trabalho no combate a essa excrescência que visa à desconstrução da família.

Segue-se que é equivocada a ideia de que o evangélico (ou qualquer outro religioso) não pode participar da política, sendo obrigado a despir-se de suas convicções ao participar do parlamento. Ainda que o Estado seja laico, a sociedade é diversa, formada por vários grupos (católicos, evangélicos, espíritas, ateus, agnósticos, etc.), portadores de várias opiniões. Todos os segmentos da sociedade devem ser ouvidos e participar da política. Ou será que nós, os evangélicos, devemos ficar bem quietinhos, permitindo que a agenda dos abortistas e inimigos da família seja implementada?

Finalmente, na entrevista à BBC, Ed René Kivitz disse que está buscando espaço para mostrar um lado mais “ponderado, inclusivo e progressista” dos evangélicos. Ele está, na verdade — falo com conhecimento de causa, pois já assisti a várias pregações suas, na Internet —, defendendo um evangelho de facilidades, não confrontador, que visa a uma convivência ecumênica e agrada a todos, dizendo às pessoas o que elas desejam ouvir, e não o que elas precisam ouvir. Ou seja, apesar de Kivitz ser um bom comunicador, intelectual, filósofo, é também adepto do universalismo e não prega o autêntico Evangelho do arrependimento e da “porta estreita” (cf. Mt 4.17; 7.13,14; Jo 3.16; Rm 10.9,10).

Ciro Sanches Zibordi

Referências
KIVITZ, Ed René. Tom 'bélico' de alguns líderes evangélicos cria clima propício à intolerância, diz pastor. BBC Brasil, 2015. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150622_entrevista_pastor_pai_jp. Acesso em: 24 jun. 2015.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Grande mídia evangelicofóbica ataca outra vez

Um gay morre ou é agredido. Quem são os culpados? Antes de qualquer apuração, a grande mídia, o deputado BBBrasileiro com nome francês e sobrenome que nos faz lembrar de um carro antigo, bem como os ativistas LGBTUVWXYZ vão para as redes sociais e sentenciam: "Os culpados são os pastores fundamentalistas". Um famoso médium é assassinado com requintes de crueldade, e o túmulo de Chico Xavier é violado. Adivinha quem fez tudo isso? Os "perigosos evangélicos", é claro!

Bem, das duas, uma: Ou os evangélicos são realmente a escória da sociedade, intolerantes, preconceituosos, cruéis; ou existe uma grande orquestração evangelicofóbica e hitlerista pela qual se pretende gerar uma perseguição generalizada contra todas as pessoas que professam a fé evangélica.

Aliás, a grande mídia já afirmou que "traficantes evangélicos" expulsam mães e filhos de santo de favelas; que "bandidos evangélicos" incendiaram sede da ONG AfroReggae (RJ); que "fundamentalistas evangélicos" estão por trás dos crimes homofóbicos, etc. Agora, ela tem afirmado — ou, pelo menos, sugerido — que "intolerantes evangélicos" apedrejaram uma menina candomblecista de 11 anos
. Meu Deus, como os evangélicos são preconceituosos e cruéis!

O que fazer, diante de tantas acusações? Devemos chamar gays, religiosos e ateus, a fim de lavar os seus pés diante das câmeras da Rede Globo, pedindo-lhes perdão por nossa intolerância e reconhecendo que somos a escória da sociedade? Ou devemos — com ousadia, mansidão e temor (At 4.31; Fp 1.16; 1 Pe 3.15) — pregar e defender o Evangelho, respondendo a essa estratégia hitlerista e evangelicofóbica de querer transformar os evangélicos nos grandes vilões da pós-modernidade?

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O lava-pés e o evangelho politicamente correto

Há “pastores” e “bispos” por aí defendendo — aberta ou tacitamente — a ideia falaciosa de que o amor cristão sobrepuja a verdade do Evangelho. Eles têm transformado o cristianismo no vilão da história, dando razão à grande mídia evangelicofóbica, a qual estereotipa os evangélicos e os tacha de ignorantes, preconceituosos e fundamentalistas. Aceitando a imposição de ativistas igualmente evangelicofóbicos, os adeptos do falso evangelho politicamente correto lavam e beijam os pés de representantes de religiões e ateus diante dos holofotes, a fim de demonstrarem que são mais santos que os outros. E o pior: depois disso, posam de vítimas, como coitadinhos, perseguidos pelos pastores fundamentalistas!

Analisemos com calma esse falso evangelho politicamente correto, que lava — “com muito amor” — os pés dos oponentes do “evangelicalismo intolerante e fundamentalista”, mas não apresenta, de modo claro e objetivo, a verdade do Evangelho ao mundo. Por que os propagadores desse falso cristianismo em apreço não pregam abertamente que Jesus é a única porta para a salvação? Porque para eles — ainda que não admitam —, embora o Senhor Jesus tenha dito: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), e os apóstolos tenham corroborado essa declaração (1 Tm 2.5; At 4.12), cada pessoa tem o seu ponto de vista, a “sua verdade”, e o mais importante é amá-las, e não apontar seus erros. Ora, qual era a mensagem de Jesus para todos, ao andar na terra? “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4.17).

O falso evangelho politicamente correto, aparentemente, está coberto de coerência, haja vista firmar-se no pressuposto de que cada pessoa possui a sua crença, e que devemos respeitá-la. Ele parte do princípio “democrático” de que cada um tem o direito de acreditar no que quiser sem ser incomodado. Segundo esse “outro evangelho” (cf. 2 Co 11.4; Gl 1.8) — que a cada dia seduz mais e mais cristãos mal-orientados —, não há espaço para os antigos protestantes. Ninguém deve ser intolerante e preconceituoso. Se alguém pensa crer “na verdade”, a cortesia, o bom-senso, a coerência, a ética e, sobretudo, o amor cristão mandam que ele mantenha consigo os seus pensamentos.

No falso cristianismo politicamente correto, o amor — praticamente — substitui a verdade e, no que tange à unidade, é mais importante que o Evangelho. Ou seja, é melhor tolerar a heresia do que parecer desamoroso para o mundo! Em vez de pregar e ensinar a Palavra de Deus como ela é — cumprindo, assim, a Grande Comissão deixada pelo Senhor Jesus (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; At 1.8) —, os cristãos devem fazer as pazes com os pecadores, lavar os seus pés, pedir-lhes perdão por seu “preconceito” e sua “intolerância”. Afinal, “o mais importante é o amor que une as pessoas do que a doutrina que as divide”.

Seria mesmo o amor uma justificativa para se abrir mão da verdade do Evangelho? De jeito nenhum! O amor e a verdade são indissociáveis (Ef 4.14,15). No verdadeiro cristianismo, prevalece a unidade em amor em torno da verdade (Jo 13.35), e não a unidade com aqueles que ensinam heresias ou apoiam comportamentos anticristãos. O verdadeiro amor não abre mão da verdade; ele não é sinônimo de tolerância. Quem ama o Senhor deve se submeter aos seus mandamentos, pois amá-lo implica fidelidade à Palavra (Jo 14.23; Tg 4.4,7).

Caso o amor anulasse a verdade, e devêssemos, em decorrência disso, tolerar o erro, lavar os pés dos pecadores, em prol da unidade, como deveríamos interpretar as seguintes palavras de Jesus? “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6). Mas para os pregadores do falso evangelho politicamente correto é preferível tolerar as heresias e lavar os pés dos oponentes da Palavra de Deus a parecer desamorosos para o mundo. Eles ignoram que a Palavra de Deus nos ordena a não amarmos o mundo (1 Jo 2.15-17) nem nos conformarmos com ele (Rm 12.1,2).

A Igreja é um povo chamado do mundo, para estar separado dele quanto à doutrina e ao comportamento (2 Co 6.14-18). O povo de Deus deve estar unido em Cristo, em torno de uma fé comum, firmada nas Santas Escrituras. Paulo e principalmente Jesus, o nosso Senhor, disseram que a nossa salvação está relacionada com o conhecimento da verdade (1 Tm 2.4; Jo 8.32). Note o que o Mestre disse: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Ele não falou de “uma verdade”, pois — para o cristão — a verdade quanto à salvação não é algo que cada um pode sustentar como se fosse de sua propriedade. Não! Conquanto muitos estejam criando o seu próprio sistema de crenças, é a Palavra de Deus que permanece para sempre (1 Pe 1.24,25).

Deve, pois, o cristão ficar calado para não parecer preconceituoso e intolerante? De acordo com as Escrituras, não estamos na terra para agradar o mundo. Pelo contrário, devemos apresentar à humanidade a verdade sobre Jesus (At 4.20). E sabemos que, ao fazer isso, seremos odiados por muitos (Mt 5.11,12). Pregar o Evangelho é, também, combater à mentira, o que não implica sermos inimigos das pessoas, pois não se deve confundir o mundo que Deus amou — a humanidade (Jo 3.16) — com o mundo que jaz no Maligno (1 Jo 5.19). Nossa luta não é contra a carne e o sangue, e sim contra as forças espirituais, comandadas pelo deus deste século, o Diabo (Ef 6.12; 2 Co 4.4). Jesus foi categórico ao mostrar o quanto é importante pregar sem medo a sua Palavra diante dos homens (Mt 10.32,33). E o apóstolo Paulo nos orientou a protestar contra o pecado (Tt 1.10,11).

É claro que a Palavra de Deus não nos ensina a entrar em uma “guerra santa” com os que não obedecem ao Evangelho. Entretanto, devemos demonstrar o nosso amor pregando a verdade do Evangelho, e não de outro modo. O amor sem a verdade é fraco e sem influência; e a verdade sem o amor é rígida demais, sem misericórdia. Se os cristãos devem se unir aos adeptos de outras religiões em amor, lavar seus pés, beijá-los, pedir-lhes perdão, em vez de pregar o arrependimento de modo contundente — como fizeram João Batista, Jesus e os apóstolos —, por que Paulo foi tão categórico ao dizer que está sob ou é anátema (amaldiçoado, condenado) quem não ama Jesus (1 Co 16.22)?

Nossa missão é pregar a Palavra da Cruz (1 Co 1.18-23), quer gostem, quer deixem de gostar. Lembremo-nos de que o amoroso Deus também é santo e justo, e aqueles que permanecerem no pecado, por mais convincentes que sejam as suas argumentações, serão lançados no Inferno (Ap 21.8). Lavar os pés de gays, representantes de religiões e de ateus é um belo ato, que agrada muito a sociedade pós-moderna (e pós-cristã) e a grande mídia evangelicofóbica. Mas o que agrada a Deus, mesmo, é dizer ao mundo: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). #FicaADica.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lavar pés ou pregar o Evangelho?

Li alhures que um certo pastor — não me pergunte o nome dele, por favor — “lavou os pés de gay, mãe-de-santo, ateu e outros que sofrem com o preconceito dos evangélicos”. O texto sugere que o tal ato foi exemplar, uma vez que muitos evangélicos têm sido preconceituosos. Ademais, o texto exalta a conduta do pastor, colocando-o, por assim dizer, em um pedestal, como se ele, sim, tivesse amor pelos pecadores e compromisso com o Evangelho. Menos, gente, menos...

É verdade que o Senhor Jesus, ao andar na terra, lavou os pés de algumas pessoas. E, quando fez isso, afirmou: “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.14,15). Penso que Ele não teve como objetivo instituir a cerimônia do “lava-pés”. Mas, se alguém desejar tomar essa passagem como base para fazer isso, deve, antes, responder a duas perguntas: (1) O Mestre lavou os pés de quem? (2) Com qual propósito Ele fez isso?

A bem da verdade, o Senhor Jesus não saiu pelo mundo lavando os pés de todos os tipos de pecadores para demonstrar que os amava. Ele só lavou os pés de pessoas em uma única ocasião (Jo 13.1-15). No versículo 5 está escrito que Ele “pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos”. Nesse caso, se algum pastor quer lavar os pés de alguém com base no ato de Jesus, que lave os pés dos seus dis-cí-pu-los, e não dos pecadores, de modo geral (cf. também 1 Tm 5.10).

Fica claro, quando lemos a mencionada passagem neotestamentária, que o Senhor Jesus não quis instituir o “lava-pés”, e sim ensinar aos seus discípulos que eles devem ser humildes, respeitando uns aos outros. Afinal, se Ele, como Mestre e Senhor, lavou os pés de seus liderados, por que deveríamos nos ensoberbecer e pensar que somos melhores do que os que ouvem nossos ensinamentos e orientações?

No texto que li, alhures, sugere-se que os evangélicos são preconceituosos e não amam os pecadores quando pregam contra o pecado. Entretanto, agradar os pecadores, apresentando-lhes uma mensagem ecumênica, é mesmo uma demonstração de amor, à luz do que ensinou o Mestre dos mestres? Penso que não, pois os evangélicos que se prezam — à semelhança do Senhor Jesus — devem pregar os que os pecadores precisam ouvir, o autêntico Evangelho, e não um evangelho pragmático, isto é, o que os pecadores querem ouvir (cf. Mt 23; Jo 4).

Jesus Cristo não disse que devemos abrir mão da verdade para pregar uma mensagem suave, que agrade os pecadores. Na verdade, Ele disse que a porta para a salvação é estreita (Mt 7.13,14). Já o ato de lavar os pés de representantes de diversos segmentos — ao que me parece — é, na verdade, um ato ecumênico, que visa a agradar as pessoas, em vez de lhes apresentar o Evangelho como ele é. Segundo o Mestre, João Batista foi um pregador exemplar (Mt 11.11). Por quê? Ele lavou os pés dos pecadores? Não! Ele foi um amigão dos que zombam da verdade? Não! Mas “tudo quanto João disse deste [Jesus] era verdade” (Jo 10.41). E a pregação dele era bastante contundente: “Arrependei-vos” (Mt 3.2).

Paulo é um paradigma, um referencial para a Igreja, um imitador de Cristo (1 Co 11.1). Depois do Senhor Jesus, sem dúvida, esse apóstolo foi o maior exemplo de pregador, pastor e mestre que já andou na terra. E eu lhe pergunto, caro leitor: Quantas vezes Paulo lavou os pés dos pecadores e hereges? Lavou ele os pés dos filósofos epicureus e estóicos, em Atenas? Quantas vezes ele deu razão aos oponentes do Evangelho e lhes pediu perdão por causa de sua pregação 
ofensiva e "preconceituosa? Infelizmente, há muitos bispos e pastores por aí que abraçaram o evangelho ecumênico, pragmático e relativista da pós-modernidade. Ou, talvez, estão querendo aparecer e mostrar que são mais santos do que os outros...

Portanto, de que adianta lavar os pés de gays, ateus e representantes de religiões, se não lhes apresentarmos a verdade da Palavra de Deus? Preguemos, pois, o Evangelho como ele é. Esta, sim, é a maior demonstração de amor ao pecador. ‪#‎FicaADica‬.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A revolta dos "pastores DJ" e seu fã-clube


Extra, extra! Depois dos fãs das celebridades gospel, dos milagreiros, dos pregadores malabaristas, dos animadores de auditório e dos "mestres" da Teologia da Prosperidade, um novo fã-clube está revoltado contra mim! Na última madrugada, minha página no Facebook foi "bombardeada" com mensagens "elogiosas" de alguns "pastores DJ" — promotores do que eles chamam de Rede Dance Gospel — e seus "amáveis" defensores.

Infelizmente, muitos líderes evangélicos, baseando-se erroneamente em 1 Coríntios 9.22, pensam que a contextualização da mensagem não tem limites e torcem o Evangelho, dessacralizando o louvor a Deus, associando-o a estilos musicais mundanos e secularizando o culto. E isso tem produzido, a cada dia, mais e mais adeptos do pseudo-evangelho da ostentação — o falso evangelho-show —, os quais, embora digam que são "loucos por Jesus", não querem entrar pela porta estreita, preferindo andar pelo caminho largo (Mt 7.13,14).

O que o apóstolo Paulo — um paradigma para todos pastores — ordenou, em 2 Timóteo 4.1-5, depois de ter dito: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo"? Ele disse: "Que divirtas a 'galera', animes plateias e promovas festas dançantes"? Não! A mensagem dele foi clara: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo". Paulo não perdia tempo com efemeridades e superfluidades, mas pregava a mensagem da cruz (1 Co 2.1-5).

Quanto ao Senhor Jesus, o Pastor dos pastores, nosso supremo exemplo (At 10.38; 1 Jo 2.6), a despeito de Ele ter cantado, ao andar na terra (Mt 26.30), seu ministério não foi voltado ao entretenimento da "galera". Cerca de dois terços do seu tempo, neste mundo, foi dedicado à exposição da Palavra. E, se há um versículo que corrobore essa constatação, é Mateus 4.23: "E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo". ‪#‎FicaADica‬, especialmente para o fã-clube dos "pastores DJ".

Ah, sim! Antes que alguém me diga: "Saia da Internet, pois, assim com o 'ministério de pastor DJ', ela não está na Bíblia", desejo fazer um esclarecimento. Quando eu critico o "ministério" de "pastor DJ", refiro-me 
— evidentemente — a um claro desvirtuamento do ministério pastoral, à luz do Novo Testamento, o que é contrário ao culto cristocêntrico.

Sabemos que a Bíblia não é apenas um livro de mandamentos, mas também um livro de princípios. Embora não haja uma menção expressa ao culto com "pastores DJ", podemos perceber que esse tipo de culto não agrada a Deus. Quanto à Internet, conquanto ela também não seja mencionada na Bíblia, de modo específico, não vemos, à luz dos princípios bíblicos, que essa ferramenta seja antibíblica. Já o 
culto antropocêntrico, o evangelho da ostentação, voltado ao entretenimento, com "pastores DJ", é claramente um desvio do Evangelho e do culto cristocêntrico. #‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Famoso discípulo de Benny Hinn sugere que Filho de Deus deusinho é!

Certo pregador (ou animador de auditório?) brasileiro e famoso discípulo de Benny Hinn afirmou, recentemente, diante de milhares de pessoas, que nós, como filhos de Deus, somos deuses! Depois de citar inúmeras passagens bíblicas sem respeitar seus contextos, fazendo uma verdadeira eisegese — e não uma exagese —, ele sugeriu que, assim como filho de peixe peixinho é, filho de Deus deusinho é!

Não é de hoje que ouço essa aberrante heresia de que os filhos de Deus são deuses, a qual refutei em meus livros Erros que os Pregadores Devem Evitar (2005) e, principalmente, Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (2006), ambos publicados pela CPAD. Segundo o respeitado apologista Hank Hanegraaff, o showman Benny Hinn tem ensinado "que o homem é um pequeno deus. E afirmou: 'Eu sou um pequeno messias caminhando sobre a Terra'" (Cristianismo em Crise, Rio de Janeiro: CPAD. P. 119).

A frase “Somos deuses”, também empregada por alguns espíritas kardecistas, é muito usada pelos pregadores triunfalistas, os que abraçaram os falsos ensinamentos do movimento da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade. Eles costumam afirmar que os crentes são deuses andando na terra ou super-homens, com poderes especiais para determinar todas as coisas que desejarem. Um famoso expoente triunfalista chegou ao ponto de afirmar — de modo blasfemo — que o Senhor assumiu a natureza de Satanás na cruz para que os crentes pudessem ser maiores que o próprio Senhor Jesus (HAGIN, Kenneth. O Nome de Jesus. São Paulo: Graça Editorial).

Na verdade, a frase “Somos deuses” é uma falsificação do que está escrito em Salmos 82.6: “Vós sois deuses, e todos filhos do Altíssimo”. Estudando a afirmação de Asafe à luz de seus contextos imediato e remoto, vemos que ele se referiu, de modo irônico, aos magistrados injustos de sua época, os quais, embora nada soubessem e andassem em trevas, pensavam saber alguma coisa (vv. 4,5). Asafe, então, concluiu: “como homens morrereis, e como qualquer dos príncipes caireis” (v. 7).

Interpretando o texto sagrado acima e outros de forma equivocada, os triunfalistas pensam que são deuses andando na terra. Uma das suas maiores eisegeses — não as confunda com exegeses — é baseada em 2 Pedro 1.4. Falsificando essa passagem, eles dizem que somos participantes da natureza divina em sua plenitude. Mas, em 2 Pedro 1, o apóstolo não afirmou que somos deuses ou participantes de todos os atributos da divindade, e sim participantes da natureza divina quanto aos atributos comunicáveis de Deus: amor, santidade, bondade, fidelidade, etc. (vv. 5-9; cf. Gl 5.22; Cl 3.12,13).

O Diabo é um deus (2 Co 4.4). O dinheiro pode ser um deus (1 Tm 6.10; Ef 5.5). O ego pode ser um deus (Jo 3.30; Lc 9.23). Daí a egolatria. E assim por diante. Como o Deus Todo-poderoso é o único com "d" maiúsculo, todos os deuses com "d" minúsculo são inimigos de Deus. Entendeu por que o salvo jamais deve querer ser um deus? Percebeu como é uma blasfêmia dizer "Somos deuses"? Portanto, o título "Deus dos deuses", em Salmos 136.2, não denota que Ele é um Deus que comanda pequenos deuses. Na verdade, significa que todos os deuses deste mundo — com "d" minúsculo — são falsos diante do único Deus soberano e verdadeiro (Jo 17.3; Sl 95.3).

Diante do exposto, os pregadores triunfalistas blasfemam quando dizem: “Ser um pequeno deus não é o mesmo que ser igual ao Deus Todo-poderoso. Somos, na verdade, semelhantes a Ele. Somos deuses com 'd' minúsculo”. Na verdade, o Senhor — que não dá sua glória a ninguém (Is 42.8) — pergunta, em sua Palavra: “A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?” (Is 46.5). Nenhum de nós pode igualar-se ou sequer assemelhar-se a Deus!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Digamos NÃO à deificação do homem


Em Tito 1.10,11, a Palavra de Deus diz: "há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, aos quais convém tapar a boca" (Tt 1.10,11). Recentemente, certo pregador, diante de milhares de pessoas, propagou a grande heresia de que filhos de Deus são deuses, a qual vem sendo espalhada para outras milhares de pessoas pela Internet: sites, blogs, Facebook, WhatsApp, YouTube, etc.

O Diabo é um deus (2 Co 4.4). O dinheiro pode ser um deus (1 Tm 6.10; Ef 5.5). O ego pode ser um deus (Jo 3.30; Lc 9.23). Daí a egolatria. E assim por diante. Como o Deus Todo-poderoso é o único com "d" maiúsculo, todos os deuses com "d" minúsculo são inimigos de Deus. Entendeu por que o salvo jamais deve querer ser um deus? Percebeu como é uma blasfêmia dizer "Somos deuses"? Nesse caso, o título "Deus dos deuses", em Salmos 136.2, não denota que Ele é um Deus que comanda pequenos deuses. Na verdade, significa que todos os deuses deste mundo — com "d" minúsculo — são falsos diante do único Deus soberano e verdadeiro (Jo 17.3; Sl 95.3).

De modo curioso, muitos irmãos têm sugerido que o mencionado pensamento blasfemo seja combatido de modo privado. De jeito nenhum! Heresias devem ser combatidas publicamente! Paulo não escreveu aos falsos apóstolos, na tentativa de que eles se arrependessem de suas heresias, mas dirigiu-se aos crentes de Corinto (2 Co 11), visto que os tais enganadores estavam espalhando um falso evangelho no meio do povo. Por outro lado, sejamos sábios; não tomemos a parte pelo todo nem confundamos ataque ao erro com linchamento de pessoas e instituições.

Muitos pregadores (ou animadores de auditório?) têm priorizado o carisma, em detrimento do caráter. Muitos têm valorizado mais o pragmatismo que a sã doutrina. Muitos, ainda, têm ostentado títulos — como apóstolo, conferencista internacional, etc. —, não honrando os dons e ministérios conferidos pelo Senhor à Igreja (Ef 4.11).

Se não nos opusermos às recentes heresias pregadas em um grande congresso evangélico — principalmente a de que somos deuses —, não demorará muito para que os tais falsos obreiros passem a usar o título de "vice-Deus" ou "quarta pessoa da Trindade". Isso é cômico, mas, sobretudo, é muito trágico! Meditemos em Deuteronômio 13.1-4 e Gálatas 1.8 e digamos um grande NÃO à herética e blasfema deificação do ser humano! Glória seja dada ao único Deus verdadeiro!

Ciro Sanches Zibordi